terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jornalista que denuncia Ricardo Teixeira promete apresentar "documentos surpreendentes"

A reportagem que a BBC exibiu na noite desta segunda-feira, acusando o presidente da CBF de receber US$ 9,5 milhões – cerca de R$ 16 milhões – da falida ISL, conforme divulgou o UOL, foi produzida por um experiente jornalista investigativo, Andrew Jennings.

A notícia completa está no http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/11/29/imprensa-inglesa-acusa-ricardo-teixeira-de-receber-propina-de-r-16-mi.jhtm

E quem desejar conhecer o site do jornalista Jennings aí vai a dica: http://www.transparencyinsport.org/

Em email que distribuiu, Jennings anuncia que vai "descansar por uns dias, fazer a revisão do texto e apresenar documentos surpreendentes", sobre sua denúncia envolvendo Ricardo Teixeira.

Seu mais recente livro sobre futebol é "Foul" ("Falta"), ainda sem tradução para o português, contando sobre "o mundo secreto e os escândalos na Fifa".


O início

O livro de ferência de Andrew Jennings é "Os Senhores dos Aneis - Poder, dinheiro e drogas nas Olimpíadas modernas", lançado em 1992 em parceria com Vyv Simson, também inglês.



Em 2000 ele lançou en Sydney "A grande farsa olímpica", já com revelações até os Jogos de 1996.

Em setembro, Jennings esteve no Rio de Janeiro. Assisti a uma de suas aulas sobre jornalismo investigativo. Inesquecível.



O veterano jornalista insiste:"Repórter tem que perguntar, perguntar, perguntar"

Realidade

Em "Os Senhores dos Aneis",assim Jennings resumiu o movimento olímpico, isso em 1992:

“Trata-se de um domínio secreto, elitista, onde as decisões sobre esporte, o nosso esporte, são tomadas a portas fechadas, onde se gasta rios de dinheiro para criar um estilo de vida fabuloso para um círculo restrito de dirigentes em vez de providenciar melhores condições para os atletas, onde o dinheiro destinado ao esporte acaba desviado para contas bancárias no exterior e onde os dirigentes se perpetuam no poder, sem se perturbar com eleições”.

O lado oculto e suspeito do futebol


“Comitê Olímpico Internacional (COI) examinará qualquer prova de suposta corrupção de um de seus membros, após uma reportagem da BBC sobre os casos de ilegalidades na Fifa”, informa o UOL Esporte.

"O COI tem 'tolerância zero' com a corrupção e levará o tema a seu comitê de ética", completa o texto.

Análise da notícia

Se o COI levar mesmo o caso ao seu comitê de ética, seria oportuno não se ater às questões de momento, mas retroceder aos relatórios das CPIs da CBF Nike, na Câmara dos Deputados, e do Futebol, no Sendo Federal.

São os mais completos documentos sobre os bastidores da CBF e do senhor Ricardo Teixeira, produzidos a partir da quebra de sigilos bancários e fiscais da confederação.

Capa do livro que Ricardo Teixeira proibiu de circular

Assim, a reportagem da BBC é mais um capítulo de uma prática que se tornou comum no futebol brasileiro.

A pretexto de ser a instituição legalmente constituída e reconhecida internacionalmente que coordena o futebol brasileiro, a CBF tornou-se um órgão suspeito de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito de muitos.

Memória

Está na página 36 do relatório da CPI da CBF Nike:

“A CBF efetuou transferências para o exterior no mercado flutuante, de novembro de 1995 a março de 2001, o valor de 9,7 milhões de dólares, sendo 2,1 milhões de dólares a título de capital brasileiro de curto prazo – operações com ouro, representando 21,81% no mercado flutuante.”

O que isso significa?

“Essas operações trazem informações incompletas, pois não indicam qual o país de destino nem o nome do recebedor no exterior.”

O dinheiro, claro, foi obtido através dos contratos que a CBF assina com seus vários patrocinadores. Mas são usados em favor de quem? Do fortalecimento interno do futebol? Do uso de novas tecnologias para acabar com a violência nos estádios?

Não! O dinheiro vai para o exterior, mas não se sabem quem é o beneficiado...

Enquanto isso, quem cuida da segurança dos estádios é o Ministério do Esporte, que implantará sistema caríssimo a ser pago com o dinheiro do torcedor-sofredor.

Estarrecedor

Observem o seguinte capítulo:

“Ricardo Teixeira, ao depor na CPI da CBF Nike, não soube explicar o motivo dessas transferências em dólar-ouro para o exterior”.

Que tal? Quanta falta de memória!!

Fonte milionária

O que o jornalista inglês Andrew Jennings tem feito nas últimas décadas é mostrar que o esporte de rendimento tornou-se fonte milionária de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção e incentivo ao consumo de drogas.

Drogas? Claro! Porque, como dizem os especialistas, “esportes provocam emoções e emoções vendem”.

Assim, quando um atleta vai ao pódio, lindo e sadio, exibindo a marca de seu patrocinador para milhões de pessoas mundo afora, aquela imagem é multiplicadora de um faturamento sem fim.

Estão aí os velocistas norte-americanos – e brasileiros, inclusive – que aos poucos foram se revelando dopados para se tornarem mais fortes, vencedores e, assim, mais ricos, por conta de seus patrocinadores. A cadeia fecha-se nesse círculo.

Seleção

Aqui, como a CBF é responsável pela Seleção Brasileira, tudo é feito de forma nacionalmente legal, inclusive os 11 patrocínios milionários que sustentam a estrutura.

A partir daí, usa-se o Hino Nacional, a Bandeira Nacional e as cores – verde e amarelo – para identificar que essa instituição – a Seleção Canarinho – representa o nosso país.

Ou seja, a Seleção que provoca emoções – e vende, muito – é validada pelo torcedor e tem a chancela governamental, enquanto no outro extremo o cartola esperto envia o dinheiro para o exterior, mas não sabe para onde nem para quem...

Entenderam?

Cara de pau, amnésia ou Ricardo Teixeira é fã do Pinóquio?

Ontem, durante almoço promovido pelo empresário João Dória Jr., Ricardo Teixeira não respondeu nada sobre a Copa 2014. Foi evasivo nas respostas. Garantiu as 12 sedes para o Mundial, mesmo sabendo que Natal enfrenta sérios problemas com a falta de investidores. Questionado sobre os dutos da Petrobras em Itaquera e a falta de garantias financeiras para a construção do estádio, Ricardo saiu pela tangente. Na maior cara de pau, ou lapso de memória, disse que a indicação foi do Comitê Paulista. Ridículo. Está tirando o corpo fora. Após a Copa da África, Goldman e Kassab estiveram no Rio de Janeiro para reafirmar o apoio ao Morumbi e, caso o dono da Copa mantivesse o veto pessoal, apresentar o Piritubão como opção. Ricardo Teixeira impôs o Itaquerão. Isso foi amplamente divulgado.

O nariz cresceu.

Na mesma resposta, sem argumentos para explicar a falta de garantias para um projeto de Itaquera que até agora não chegou na FIFA, respondeu: “O São Paulo mandou cinco projetos até ter um aprovado. O projeto do Corinthians está sendo analisado pelo comitê para que sejam feitas eventuais correções. Só depois pediremos as garantias financeiras. Demoramos um ano e meio pedindo as garantias do Morumbi. O estádio do Corinthians está nisso há só dois meses”, cutucou Ricardo Teixeira, culpando a demora do São Paulo no processo.

O nariz dobrou.

Conforme documentos abaixo, no dia 10 de maio de 2010 Ricardo Teixeira pediu pela primeira vez para que o SPFC apresentasse as garantias do Projeto de Reforma do Estádio do Morumbi. No dia 14 de junho, o SPFC apresentou ao Comitê Paulista as cartas por meio das quais as empresas deram as garantias para o Projeto de Reforma. Portanto, os documentos comprovam que a afirmação feita pelo Ricardo Teixeira de que o Comitê Paulista teria ficado “um ano e meio pedindo garantias ao SPFC” NÃO É VERDADEIRA. O SPFC recebeu o pedido de apresentação de garantias em maio de 2010 e atendeu em junho de 2010. Contra documentos não existem argumentos.

Virou Pinóquio cover.

Logo após o almoço, surgiram notícias de mais uma maracutaia do Ricardo Teixeira. Desta vez, o presidente do COL, CBF e dono da Copa 2014 está sendo acusado pela imprensa europeia de receber propina de R$ 16 milhões da ISL, a mesma empresa que bancou o Mundial de Clubes de 2000. O pagamento foi realizado em 21 vezes, por meio da empresa de ‘fachada’ Sanud. A denúncia foi veiculada pela BBC, maior rede pública de comunicação da Inglaterra.

Pinóquio era bem mais simpático e inocente.




Seu esperma vale OURO !!!

Clique na foto para aumentar.

Esses Deputados e Senadores são de dar NOJO !!!

São Paulo é o melhor time brasileiro do século !!!


A IFFHS (sigla em inglês para Federação de História e Estatística do Futebol) divulgou nesta terça-feira mais um de seus rankings. Desta vez, a entidade baseada na Alemanha listou os melhores times do século 21 no desfecho de sua primeira década. O Barcelona encabeça a relação, enquanto que o São Paulo aparece como o melhor brasileiro colocado.


DEZ BRASILEIROS NA LISTA
12º. São Paulo - 1909 pontos
23º. Cruzeiro - 1592 pontos
26º. Santos - 1539 pontos
38º. Inter - 1429 pontos
54º. Grêmio - 1313 pontos
56º. Flamengo - 1310 pontos
59º. Corinthians - 1298 pontos
64º. Fluminense - 1261 pontos
88º. Palmeiras - 1080 pontos
103º. Atlético-PR - 1012 pontos


Em análise que leva em conta o desempenho das equipes nas competições nacionais e internacionais na década, o Barcelona somou 2459 pontos e ficou à frente de Manchester, Liverpool, Arsenal e Inter de Milão, que completam o Top 5, nesta ordem.

Milan, Bayern, Real Madrid, Chelsea e Boca Juniors completam a relação dos dez primeiros colocados.

O São Paulo é o melhor time brasileiro na lista, ocupando a 12ª colocação (1909 pontos). Em seguida, o Cruzeiro desponta na 23ª posição, três lugares à frente do Santos.

Antes de tentar o bicampeonato do Mundial de Clubes em Abu Dhabi em dezembro, o Internacional, em 38º, é a última equipe do país a integrar o Top 50.

A seguir, outras equipes do Brasil que aparecem citadas entre as melhores do mundo na primeira década do século vigente: Grêmio (54º lugar), Flamengo (56º), Corinthians (59º), Fluminense (64º) e Palmeiras (88º).

Confira a lista completa da IFFHS no site da entidade internacional.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Presidente da CBF estaria envolvido em corrupção, afirmam jornais


ZURIQUE – O processo para eleger as sedes das Copas de futebol de 2018 e 2022 foi abalado por outro escândalo nesta segunda-feira, quando jornais europeus publicaram acusações de corrupção contra três dirigentes, incluindo o líder da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolás Leoz, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira.

O jornal suíço Tages-Anzieger e o alemão Sueddeutsche Zeitung divulgaram que Leoz, Teixeira e Issa Hayatou – todos membros do comitê executivo da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que votarão na quinta-feira para a escolha das sedes dos mundiais – teriam recebido propinas da agência de marketing da entidade que rege o futebol mundial.

As reportagens afirmam que os dirigentes receberam os subornos da companhia ISL entre 1988 e 1999. A ISL e sua empresa matriz ISMM desapareceram em maio de 2001, deixando uma dívida de cerca de US$ 300 milhões, que gerou uma crise econômica na FIFA.

Os jornais afirmaram ainda que têm os mesmos documentos que a rede de TV americana BBC divulgará em um documentário a ser transmitido nesta segunda-feira. A FIFA não comentou de imediato as reportagens.

O porta-voz da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Paiva, indicou que o organismo não comentará a respeito. A AP não conseguiu, de imediato, reações de Leoz ou da Conmebol.

O jornal suíço alegou que Teixeira, presidente da CBF, que organizará a Copa de 2014, recebeu US$ 9,5 milhões. Leoz, por sua vez, teria recebido US$ 600 mil.

Seis ex-executivos da ISL, que foram indiciados em 2008, afirmaram que o paraguaio, de 82 anos, recebeu dois subornos de US$ 130 mil. Hayatou, líder da confederação africana e também membro do Comitê Olímpico Internacional, teria recebido 100 mil francos franceses em 1995. Os jornais disseram que as informações estão em um documento secreto da ISL.

No julgamento, os executivos da ISL afirmaram que os pagamentos secretos para os líderes, feitos por meio de contas em Liechtenstein, foram essenciais para garantir os contratos de direitos esportivos e de marketing. Esses pagamentos não eram ilegais sob a lei suíça e foram absolvidos da maioria das acusações.

Após os fracassos, os promotores da Suíça disseram que era possível um segundo julgamento para analisar se alguns dirigentes da FIFA receberam pagamentos ilegais da ISL/ISMM. Os procuradores encerraram o caso em junho, quando os acusados pagaram 5,5 milhões de francos suíços (US$ 5,5 milhões) em danos. A FIFA divulgou um comunicado na época, notando que o seu presidente, Joseph Blatter, não esteve envolvido no caso.

As mais recentes acusações de corrupção acontecem depois que dois membros do comitê executivo da FIFA foram suspensos por um caso de ética.

(Associated Press)

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