quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Porque a FIFA não anuncia a abertura no Itaquerão?

No ano passado, a FIFA decidiu que a abertura da Copa 2014 teria que ser em São Paulo. Esta informação foi publicada aqui no Blog. A decisão foi tomada na Suiça porque a cidade paulistana é a única com infra-estrutura para receber o evento que recebe o maior número convidados, patocinadores e chefes de estado. Ao contrário do que dizem os políticos espertalhões, não é São Paulo que precisa da abertura, é a FIFA que precisa de São Paulo para a sua abertura.

Esta decisão, não divulgada pela FIFA, foi tomada em 2010.

Com exclusão do Morumbi, graças a retaliação política de Ricardo Teixeira, o COL precisava de outro estádio. Embora tivesse o projeto pronto e bem mais barato do Pacaembu, Kassab levou a ideia faraônica, e bem mais cara, do Piritubão. Teixeira recusou e mandou fazer o Itaquerão. A inclusão do estádio do Corinthians, sem terreno, sem projeto, sem investidores, sem infra-estrutura, foi uma decisão política pelo apoio de Andres Sanchez para implodir o Clube dos Treze.

Começou aí o lobby político pelo dinheiro público no Itaquerão.

Daí em diante todos conhecem a história. Quem lê o Blog ficou sabendo antes dos acontecimentos.

Mas então porque a FIFA não anuncia logo a abertura no Itaquerão?

Ora, você quer acabar com a festa de Salvador, Brasília e Belo Horizonte? Ficou maluco?

Estes estados estão construindo estádios para 65 mil pessoas, com custos de aproximadamente R$ 1 bilhão, com dinheiro público. E vocês querem acabar com a festa? Ora, a FIFA é parceira. O Brasil está pagando uma conta bilionária. A FIFA precisa dar uma ajudinha. Deixa levantar vários estádios para a abertura. A Copa do Mundo virou um evento para construir estádios bilionários.

Você sabe o que faz o Jerome Valckle (é assim que escreve?) na FIFA?

Peralá.

Deixa o Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte construir o seu palco para a abertura. Deixa os amigos do baiano Orlando Silva construirem outro palco. Se você acabar com a gastança vai estragar a festa.

Nestes estados o discurso político é o mesmo: “Precisamos gastar bilhões do seu dinheiro porque a abertura será essencial para a cidade; vamos morrer de fome sem a abertura; continuaremos terceiro mundo sem a abertura; nossa cidade vai virar uma Nova Iorque depois da abertura; todos os problemas de miséria serão resolvidos após a abertura…. E por aí vai.

Os moradores do Sowetto que o digam. Na África a decisão também foi assim, na última hora.

Faz parte do show, ou melhor da gastança. Esta no caderno:”Deixem roubar bastante… rsrsrs”.

Em Minas, Aécio Neves tem motivos para sonhar com a promessa do conterrâneo Ricardo Teixeira.

Vai que o Itaquerão emperra… Por enquanto, a primeira opção é São Paulo.

A única chance de não ser em São Paulo é o Itaquerão não cumprir o cronograma.

Aí o plano B seria Minas, aposta do João Havelange na Revista Piauí. ou Rio de Janeiro.

Neste caso muita gente ficaria hospedada em Sampa, tomando avião no dia do evento.

Brasília e Salvador é tomar dinheiro do povo inocente. Chance zero.

Pois é, não existem só “gangsters” no futebol.

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