Não se esqueça da gorjeta!
Reconhecer prestação de serviços é comum em muitos países
Não existe uma porcentagem fixa de quanto deve ser destinado a quem prestou o serviço – seja o taxista, a camareira ou o garçom. Mas existe o bom senso, segundo Elisabet. “Em qualquer parte do mundo, se a pessoa gosta do serviço, paga por ele. O valor vai de acordo com a satisfação pelo serviço prestado. Mas em geral fica entre dez e 15% do valor total”, comenta. “A verdade é que, quando a pessoa gosta muito do serviço, pode dar até mais do que isso”, complementa.
Pedro Sialho, agente de viagens da Moa Trip, em Campo Grande, acredita que a gorjeta é um hábito local que o turista deve seguir. “A obrigação não é o turista dar a gorjeta, e sim respeitar a cultura de onde está. O mínimo que se pode esperar é o respeito às regras do lugar que está conhecendo”, afirma Sialho.
Omar Canavarros Júnior, gerente da Boutique de Viagens, em Cuiabá, comenta que a partir do momento em que se embarca para outro país, o turista precisa se adequar à cultura do seu local de destino. “No Japão, por exemplo, em alguns locais é preciso tirar o sapato para entrar. Na Turquia, as mulheres só entram nas mesquitas se estiverem usando o véu. A cultura desses lugares determina que isso seja feito e a regra vale para a gorjeta. Na grande maioria dos países de primeiro mundo, pagar pela prestação de serviços é regra”, afirma.
Canavarros ressalta que há países como os Estados Unidos, por exemplo, em que a conta é apresentada ao cliente com uma lacuna destinada para a gorjeta. “Isso demonstra que os moradores dali estão acostumados a bonificar quem os atendeu. Se esse agraciamento faz parte da cultura daquele lugar, o mínimo que o turista pode fazer é respeitar o costume”, diz o gerente.
Se por acaso a conta do restaurante for paga no cartão de crédito, Canavarros afirma que o turista não encontrará problemas para destinar um valor para quem o atendeu e serviu. “As comandas mostram o valor da conta e o valor do imposto a ser pago. Há, também, um campo em que o cliente especifica quanto de gorjeta irá incluir no valor”, revela.
Recomendações
Se apesar de saber que dar gorjetas faz parte da cultura do país em que está viajando, e mesmo assim o turista se negar a dar, é seu dever arcar com as conseqüências. “A pessoa precisa se conscientizar de que pode precisar do auxílio daquele prestador no dia seguinte. Imagine não conseguir uma informação turística só porque se recusou a dar algumas moedas”, comenta Sialho.
Canavarros comenta que a recusa pela gorjeta pode ser mal vista pela pessoa que espera por este gesto. “O motorista de táxi já ganha pela corrida, mas você pode dar a gorjeta sem que isso seja necessário. Se não der, o turista vai ficar taxado de mal educado”, alerta.
Elisabet Olival garante que para evitar saias justas internacionais, o recomendado é dar a gorjeta sem questionar.
“Se fosse um gringo que viesse ao Brasil e ficasse no restaurante reclamando que não quer dar gorjetas, a gente também estranharia. Afinal, a pessoa vem de longe, com o intuito de relaxar e se divertir e fica se queixando por ter que cumprir o que manda o protocolo”, diz.

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