segunda-feira, 20 de junho de 2011

HOMENS ROMÂNTICOS !!!

Jack Warner deixa vice-presidência da Fifa e comando da Concacaf.

Comitê de Ética encerra investigações por acusações de corrupção e mantém presunção de inocência. Fifa agradece 'contribuição ao futebol'


O vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, Jack Warner, renunciou aos cargos no futebol internacional, segundo um comunicado oficial no site da entidade. Com isso, as investigações do Comitê de Ética por acusações de corrupção foram encerradas e a presunção de inocência mantida.


O pedido de Warner foi aceito e ele deixa a entidade máxima do futebol após 30 anos de serviços. A Fifa publicou a notícia em sua página principal e agradeceu pela "contribuição ao futebol mundial e caribenho".

 
A entidade ainda lamentou a sucessão de eventos que levaram à decisão de Warner. Antes da reeleição de Joseph Blatter ao quarto mandato na Fifa, o então vice-presidente foi suspenso por um suposto caso de fraude eleitoral, envolvendo o qatari Bin Hamman, em um esquema de compra de votos para a candidatura do Qatar para a Copa do Mundo de 2022. Depois disso, Warner acusou Blater de ter feito uma "doação" de um milhão de dólares à Concacaf.

sábado, 18 de junho de 2011

São-paulinos formados no CFA Laudo Natel representam o clube em todas as atuais seleções brasileiras.

Cotia abastece Brasil de todas as idades


Cotia, 16 de julho de 2005. Foi nesse dia que o então presidente do São Paulo FC, Marcelo Portugal Gouvêa, inaugurou o Centro de Formação de Atletas Laudo Natel, um local destinado a excelência na formação das equipes de base do Tricolor.


Pouco menos de seis anos depois, a seriedade com que o CFA é tratado pela diretoria são-paulina dá frutos não só à equipe profissional como também às seleções brasileiras. No momento, todas as categorias da equipe nacional têm representantes formados na base Tricolor.

Lucas está na equipe principal, que jogará a Copa América na Argentina. Bruno Uvini, Casemiro, Henrique e Willian foram convocados para o Mundial sub-20 (na Colômbia). Ademílson e Lucas Piazon integram a delegação confirmada no Mundial sub-17 (no México). Lucas Cavalcante, Joanderson e Bruno Silva são os representantes do Tricolor no sub-15, que vai jogar a Mini Copa América, na Venezuela - Matheus Queiróz também foi convocado, mas não poderá participar do torneio devido a lesão.

Tal sucesso não vem à toa. O trabalho realizado no CFA envolve cerca de 170 profissionais totalmente qualificados, divididos em 12 departamentos (campos e jardins, manutenção, alimentação, hospedagem, lavanderia, segurança, transportes, telefonia, administração, vídeo, medicina, comissão técnica).

"O trabalho de base é feito a médio prazo, estamos falando de cinco a seis anos. Tenho que destacar dois aspectos: o histórico do São Paulo em ser um clube formador e a decisão estratégica da diretoria quando optou pelo investimento em Cotia", afirma Marcos Tadeu Novais, diretor de futebol de base.

"Entendemos que o esporte brasileiro tem que formar atletas, o São Paulo tem essa visão não só para o futebol. O clube não pode prescindir dessa responsabilidade social, voltada à cidadania", completa.

"Outro ponto importantíssimo é que o São Paulo tem competência, algo que sempre prezou, e que está mais do que presente em todo o corpo de funcionários. Temos a consciência de que a única maneira de manter o alto nível de trabalho é a aquisição de conhecimento unido à experiência dos profissionais. Se perdermos isso, fracassamos", finalizou.

Os atletas reconhecem que parte do sucesso que têm hoje se deve à excelente estrutura disponibilizada pelo São Paulo FC. Além disso, os jogadores não deixam de elogiar os profissionais que os ajudaram a chegar às seleções.

"O motivo desse sucesso é a estrtura, que é fantastica, por isso o jogador tem toda a tranquilidade de desenvolver o futebol. Fico feliz de fazer parte desta safra que está na seleção. E mais pra frente tenho certeza que outros estarão na seleção também", diz Lucas.

"Os profissionais, desde o jardineiro, cozinha, treinadores, passam pra gente que temos de ser grandes pessoas, com carater. Desde a hora que você entra perguntam se você está bem, sempre conversamos e não é uma coisa fria. Eles criam jogadores com este perfil, de seleção", finaliza Bruno Uvini.

O preço da Copa e das Olimpíadas. OAB protesta!

Neste momento, meados de junho de 2011, assim estão as previsões de gastos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 no Brasil, segundo os dados do sítio Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/):


Copa do Mundo: R$ 23,8 bilhões;
Olimpíadas: R$ 62,5 bilhões.

No total, R$ 86,3 bilhões!

Se ficará nisso, que já é substancialmente mais do que se projetou gastar quando o Brasil conquistou o direito de receber os megaeventos (R$ 17,5bi para a Copa e R$ 29,5 bi para as Olimpíadas, num total de R$ 47 bilhões) não se sabe.

E talvez, pelo andar da carruagem, jamais venhamos a saber.


OAB condena acordo de Dilma e TCU para garantir sigilo nos gastos da Copa

Brasília, 18/06/2011 – O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou hoje (18) que está perplexo com a declaração da presidente Dilma Roussef de que “foi negociado com o Tribunal de Contas da União”a alteração no Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016.

Para Ophir, é inacreditável que o TCU, responsável pela análise das contas do governo, tenha feito um acordo para burlar a lei de licitações em vigor no país. “Quem é responsável por uma investigação não pode usar o seu poder para negociar”.

Por isso – disse Ophir – a medida provisória aprovada esta semana na Câmara dos Deputados flexibilizando a Lei de Licitações para obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 traz não apenas riscos à execução das obras, mas certamente vai abrir um ralo para a corrupção, algo que é muito preocupante.

Qualquer tipo de sigilo em se tratando de coisa pública deve ser refutado; seria como se estivéssemos fazendo um leilão às escuras, em desfavor da sociedade, e o que vai acontecer daí por diante é temerário”, criticou.

Ophir afirmou ainda que “o governo foi omisso e inepto até o momento para construir estádios e toda a infra-estrutura, deixando tudo para o último minuto do segundo tempo, a fim de empurrar goela abaixo da sociedade brasileira uma medida provisória que libera o governo de qualquer tipo de culpa em relação ao que vier a acontecer. “A decisão de se manter em sigilo o orçamento da Copa é um absurdo que não se compatibiliza com o Estado Democrático de Direito”.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Brasileiros são contra o atual modelo do Comitê da Copa.

Pesquisa LANCE!-Ibope revela que população deseja maior participação social.

Pelo menos na história recente da organização de Copas do Mundo, o Brasil foi o único país que deixou tudo nas mãos do Comitê Organizador Local, como o próprio presidente da Fifa, Joseph Blatter, reconheceu em entrevista exclusiva ao LANCE!, no fim de outubro. Desde os EUA, em 94, os governos e entidades privadas participam da organização das copas.

Essa era a vontade da população brasileira. O modelo criado por Teixeira foi totalmente rejeitado pela maioria dos entrevistados na pesquisa realizada pelo LANCE!, em parceria com o Ibope, publicada em agosto deste ano.

Os dados mostraram que um em cada seis brasileiros reprova a maneira como o comitê foi constituído. Um modelo em que apenas Ricardo Teixeira tem voz de comando, agora reforçado pela formação da empresa.

Para 33% dos entrevistados pela 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope, o comitê deveria adotar gestão em que também tivesse a participação de representantes governamentais e da sociedade civil. O levantamento foi feito no primeiro semestre com 2.367 entrevistas em todo o Brasil.

O modelo adotado pela CBF foi aprovado por apenas 17% dos entrevistados. E os jovens foram os responsáveis pela aprovação atingir esse índice. Dos que estão no ensino médio, 21% o consideram ideal. Entre 16 e 24 anos, 20%.

Quanto as regiões do país, Norte e Centro-Oeste foram as que demonstraram sua preferência por um comitê nas mãos da CBF, com um índice de 22%.

A pesquisa evidenciou que a atuação da CBF não é necessária. Tanto que apenas 8% dos entrevistados declarou ser a favor de que a CBF se concentrasse somente nas questões esportivas.

O problema constatado para quem se posicionou, realmente, foi a falta de um modelo misto de gestão com a participação do governo da sociedade civil.


OS COMITÊS DAS ÚLTIMAS COPAS


África do Sul 2010

O comitê organizador local foi formado pela parceria entre o governo e a federação de futebol sul-africana (SAFA), com apoio de outras associações nacionais e regionais. A liderança ficou a cargo de dirigentes e administradores esportivos respeitados pela sociedade do país.


Alemanha 2006

O comitê era controlado pelo próprio governo alemão, com pouca participação da federação de futebol. O Ministério do Interior coordenou a comissão, acima dos outros ministérios, mas teve a figura mais importante do esporte no país como líder: Franz Beckenbauer.


Coreia 2002

O comitê sul-coreano foi formado principalmente pela associação de futebol local (KFA) e as grandes empresas nacionais, LG e Hyundai. O governo participou pouco do comitê, por meio do Ministério de Cultura e Turismo. O líder do comitê era um executivo da LG.


Japão 2002

Era formado por ex-burocratas do governo japonês e empresários. O líder era o ex-ministro do Interior. Tornou-se uma instituição profissional de negócios com futebol. Brigou com a Fifa por discordar da venda e preços de ingressos, e sobre as acomodações.


França 1998

A Federação Francesa de Futebol coordenou, com liderança de Michel Platini. O Ministério de Juventude e Esporte participou da organização. Para coordenar interações entre comitê, Estado, e cidades, foi criada a Dicom (Delegação Interministerial para a Copa do Mundo).


Estados Unidos 1994

Com pouca experiência no futebol, que ainda engatinhava no país, a associação local (US Soccer) coordenou o comitê, com a parceria do governo norte-americano e investimento de patrocinadores e empresas de marketing.

Procurador da Junta Comercial aponta erros no contrato do COL.

Gustavo Borba analisou contrato social e enumerou problemas. No fim, documento foi aprovado pelo Junta Comercial do Rio.

O procurador regional da Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja), Gustavo Tavares Borba, foi claro em sua análise sobre o Contrato Social do Comitê Organizador Local e listou quatro pontos que, para ele, inviabilizariam a oficialização

do documento.

Em seu parecer, com data de 4 de junho de 2008, Borba foi enfático ao afirmar que a cláusula que deixa a critério dos sócios a distribuição dos lucros é irregular, principalmente, por ser a CBF uma entidade sem fins lucrativos. O procurador ressaltou ainda que não ter uma regra clara para a divisão configuraria um ato arbitrário.

CONFIRA O PARECER DA PROCURADORIA DA JUNTA COMERCIAL DO RIO

Além da divisão dos lucros, Borba destacou que outro ponto obscuro é o fato de o Estatuto da CBF não prever a participação da entidade em uma sociedade com fins lucrativos. Ele pede que o documento seja atualizado (o LANCENET! apurou que essa cláusula restritiva ainda se mantém no estatuto), bem como seja enviada eventual autorização por escrito da Assembleia Geral da entidade, documento ausente no pedido de registro do contrato social do comitê.

Por fim, o procurador da Jucerja observou que o nome da entidade poderá estar em desacordo com as leis. Ressaltou que, por conter o nome Fifa em sua razão social (Copa do mundo Fifa 2014 - Comitê Organizador Brasileiro Ltda.) a entidade deveria apresentar autorização da entidade máxima do futebol para o uso da expressão.

Apesar das restrições, o parecer do procurador não é proibitivo, mas apenas recomendação. Assim, o contrato foi acatado pela assembléia geral da Jucerja, que determinou seu registro. O deferimento é assinado pela secretária-geral, Valéria Gastar Massena Serra, em 11 de junho de 2008.

Ricardo Teixeira pode ficar com 100% dos lucros do COL da Copa.

Contrato social obtido com exclusividade mostra que lucros do Comitê da Copa serão distribuídos de acordo com a conveniência de seus sócios.

Uma sociedade, dois sócios e a possibilidade de muitos lucros. Esse é o resumo da constituição do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. Com exclusividade, o LANCENET! teve acesso ao contrato social da entidade que tem por responsáveis Ricardo Teixeira, em sua pessoa física, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O documento traz um detalhe capaz de escandalizar os brasileiros: os lucros obtidos pelo comitê serão distribuídos de acordo com a conveniência de seus sócios, sem respeitar a proporção de participação que cabe a cada um no capital societário.


Pelo contrato registrado na Junta Comercial do Rio de Janeiro, Teixeira pode mandar e desmandar em todos os assuntos do comitê. Porque, além de ser sócio, o dirigente é o responsável por representar a CBF, por ocupar o posto de presidente da entidade.

E apesar de a divisão das cotas estabelecer 99,99% da participação societária para a CBF e 0,01% para Teixeira, a manobra estatutária que deu ao dirigente o poder de endereçar lucros para onde desejar foi registrada no parágrafo 1º, do Capítulo V do contrato social (veja reprodução aqui).

Com este artifício, Teixeira pode até destinar 100% dos lucros para si ou investir em projetos sociais ou de interesse da CBF.

Um dos argumentos que servem para levantar suspeição sobre as intenções de Teixeira está no fato de que para organizar a candidatura brasileira para receber a Copa 2014, criou-se um comitê sem fins lucrativos. Mas, com a sede garantida, desprezou-se o primeiro modelo e constituiu-se uma sociedade limitada, com regras próprias para distribuição dos lucros a serem obtidos.

L! no Ar: Lucro da Copa de 2014 pode ir para bolso de Teixeira

Os indícios de irregularidades no contrato social do comitê foram descritos no parecer do procurador regional da Junta Comercial do Rio de Janeiro, Gustavo Borba. Mas apesar das restrições, a constituição da companhia e seu estatuto foram aprovados pela assembleia da entidade.

O LANCE! PROCUROU O COL PARA OBTER RESPOSTAS SOBRE OS ASSUNTOS, MAS TEIXEIRA NÃO SE PRONUNCIOU

1) Por que durante a disputa para ser eleito a sede da Copa do Mundo de 2014, o órgão responsável pela candidatura foi uma sociedade sem fins lucrativos e, após o Brasil ter sido eleito, o modelo de gestão foi trocado para uma sociedade limitada?

2) Por que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, em sua pessoa física, foi constituído como um dos sócios do Comitê Organizador Local?

3) Que destino terá os lucros obtidos com a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil?

4) Qual é a atual formação do Comitê Organizador Local? Quais são seus presidente, diretores e gerentes?

5) Quantas cotas de patrocínio serão vendidas para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil?

6) Como é a negociação de patrocínio para a Copa do Mundo de 2014? Quem conduz as negociações? A Fifa? O Comitê Organizador Local?

7) Qual o valor das cotas de patrocínio negociadas para a Copa do Mundo de 2014?

8) Quantas empresas já adquiriram cotas para patrocinar a Copa do Mundo de 2014? Quais são elas?

Após denúncias, deputados querem investigar Ricardo Teixeira.

Parlamentares pretendem fiscalizar gastos da Copa do Mundo de de 2014


As denúncias contra Ricardo Teixeira já repercutem no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados quer saber porque a FIFA indicou patrocinadores para serem contratados pelas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.


O presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Camará, Jonas Donizette (PSB-SP), criticou o envio de e-mails da FIFA para as cidades-sedes da Copa de 2014. As mensagens indicam a contratação de patrocinadores para o evento.

- Recomendam que as cidades sedes contratem determinados tipos de fornecedores e no meu entendimento isso não cabe a FIFA fazer. Isso é um tráfico de influência.

No plenário da Câmara, o clima esquentou. Deputados cobraram do presidente da casa a assinatura de uma proposta de fiscalização e controle pra apurar os contratos feitos por Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Só faltaria essa assinatura pra iniciar a fiscalização, como diz o deputado Anthony Garotinho (PR).

- Tenho um questionamento muito grave sobre a Copa do Mundo, mas só posso fazer na presença do presidente da Casa.

Os deputados queriam mesmo uma CPI e as assinaturas chegaram a ser colhidas, mas alguns parlamentares voltaram atrás depois de uma conversa com o presidente da CBF. a proposta de fiscalização vai permitir que os deputados requisitem documentos e façam buscas, mas Ricardo Teixeira só poderá ser convidado pra dar explicações, como explica Vitor Paulo, líder do PRB.

- Tem caixa preta e tem que ser aberta e nós queremos através da comissão de fiscalização e controle que essa caixa preta seja aberta.

Garotinho estranha o uso de tanto dinheiro publico na obra do novo estádio do Corinthians. O custo é de R$ 1 bilhão quatro vezes mais que a reforma do Morumbi.


- Hoje o bom para a CBF é o que eu acho que vai resultar das denúncias que nós estamos preparando. O afastamento de Ricardo Teixeira da presidência feito para nomear um interventor para que a Copa do Mundo no Brasil seja dirigida por alguém íntegro e não um cidadão que está sob todas as suspeitas no Brasil, na Inglaterra, na Suíça, no mundo inteiro. É uma vergonha para o Brasil
 

Ricardo Teixeira estaria ligado a esquema de venda ilegal de ingressos.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu mais uma denúncia de corrupção sobre a venda de ingressos para partida de futebol. De acordo com um jornal da Noruega, a suspeita surgiu após um encontro de Teixeira com um representante da Euroteam, uma empresa sediada em Oslo, Noruega, que compra ingressos para eventos culturais e esportivos e vende a preços muito mais altos.


Ricardo Teixeira pode ter recebido 21 depósitos de propina.

R$ 15,2 milhões teriam entrado em empresa que é sócia de presidente da CBF e representada pelo seu irmão



O Domingo Espetacular revela denúncias contra uma das autoridades mais poderosas do país. US$ 9,5 milhões, quase R$ 16 milhões. Dinheiro que teria sido usado para subornar Ricardo Teixeira, o homem mais poderoso do futebol brasileiro.

Um documento mostra que a empresa acusada de receber a propina é sócia do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) até hoje. O Domingo Espetacular teve contato com os dois jornalistas que fizeram a denúncia: Andrew Jennings, da BBC de Londres, e François Tanda, um dos principais repórteres da Suíça. Os dois jornalistas investigativos são os autores das reportagens que causaram um escândalo na entidade que comanda o futebol, a Fifa.

Jennings e Tanda tiveram acesso a documentos sigilosos que mostram o envolvimento de alguns dos dirigentes da Fifa num esquema milionário de propinas. Ricardo Teixeira seria um deles.

Informações que comprometem o presidente da CBF estão em um prédio, na cidade suíça de Zug. É uma investigação do Ministério Público suíço. Graças a uma manobra dos advogados da Fifa os documentos estão bloqueados para a imprensa. Mas esses jornalistas viram a lista de pagamentos secretos. Segundo eles, os subornos chegam a US$ 100 milhões, quase R$ 200 milhões.

O dinheiro teria sido distribuído nos anos 1990 por uma empresa de marketing esportivo, a ISL. Segundo a investigação, a ISL pagava propina aos cartolas da Fifa. Em troca, os cartolas davam à ISL o controle dos direitos de transmissão e dos contratos de patrocínio das Copas do Mundo.

Segundo a BBC, um dos cartolas subornados é João Havelange, que presidiu a Fifa por mais de duas décadas. Outro é Ricardo Teixeira, genro de Havelange e presidente da CBF há 22 anos. Segundo a reportagem da BBC de Londres, Ricardo Teixeira e João Havelange tiveram que devolver parte do dinheiro da propina depois de um acordo com autoridades suíças.

Ricardo Teixeira receberia propina por meio da empresa Sanud, que tem sede em um pequeno país da Europa, o principado de Lichtenstein.

Esta semana o Domingo Espetacular teve acesso a dados que revelam quanto e quando Ricardo Teixeira teria recebido esse dinheiro. Foram 21 depósitos feitos pela ISL à Sanud durante cinco anos. O primeiro pagamento foi de US$ 1 milhão, no dia 10 de agosto de 1992. Um documento mostra que um mês depois desse pagamento a Sanud se tornou sócia de uma empresa de Ricardo Teixeira no Rio de Janeiro, a RLJ.

O segundo depósito, novamente de US$ 1 milhão, teria sido em feveiro de 1993. Há vários registros de dois pagamentos no mesmo dia - por exemplo, US$ 500 mil em maio de 1995. Os dois últimos, de US$ 250 mil cada, foram feitos em novembro de 1997. Pouco mais de um ano depois, a Sanud foi fechada.

As relações entre Teixeira e a Sanud foram investigadas dez anos atrás por duas CPIs no Congresso brasileiro. O relatório de uma das CPIs nem foi aprovado graças à influência de Ricardo Teixeira. Mas os parlamentares recomendaram o indiciamento do dirigente por 13 crimes, entre eles a lavagem de dinheiro. A CPI não conseguiu descobrir de onde viria o dinheiro do suposto esquema do chefão da CBF. Agora, com a investigação do Ministério Público suíço e o trabalho da imprensa, as coisas começam a ficar mais claras.

O esquema funcionaria assim: a ISL fazia os depósitos à Sanud, que repassaria esse dinheiro à RLJ, a empresa de Ricardo Teixeira.

Em depoimento à CPI, há dez anos, o dirigente insistiu que não tem empresas no exterior e que a riqueza dele é compatível com a renda. Teixeira foi acusado de mentir à CPI. Há indícios de que a Sanud, na verdade, pertencia a ele. Documentos obtidos pelo Domingo Espetacular mostram que Guilherme Terra Teixeira, irmão de Ricardo Teixeira, assina como representante da Sanud no Brasil.

Em documentos registrados na Junta Comercial do Rio de Janeiro, a Sanud ainda controla 50% da principal empresa de Ricardo Teixeira.

A imagem do presidente da CBF no exterior está cada vez mais desgastada. Ainda existem dúvidas sobre sua capacidade de organizar a Copa do Mundo. Uma tradicional revista inglesa de esportes acaba de publicar uma reportagem sobre o futebol brasileiro e diz que a organização da Copa-2014 é caótica. A publicação critica os preparativos para o Mundial.

Acompanhe o caso e não perca a nova série do Jornal da Record "Cartolas Jogo Sujo", que estreia nesta segunda-feira (13) e vai até a próxima sexta-feira (17).
 

Orlando Silva diz que transparência será 'máxima' em processos de licitação.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta sexta-feira que a orientação do governo federal é garantir total transparência nos processos de licitação das obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.


“Temos uma orientação explícita da presidenta Dilma Rousseff para que todo o processo seja feito com a máxima transparência. É preciso ver os caminhos institucionais para aumentar a transparência”, disse.

O Congresso aprovou esta semana o projeto de lei de conversão da medida provisória que flexibiliza as regras de licitação. Entre outras ações, as novas regras permitem o uso de meios eletrônicos de contratação, a chamada contratação integrada, e a inversão de fases; o pregão eletrônico, que não é permitido na Lei das Licitações, será adotado no Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), assim qualquer interessado poderá participar da concorrência.

No dia 28, os deputados devem analisar os destaques à proposta. A oposição promete trabalhar para derrubar a matéria. Alega que flexibilização das regras facilitaria irregularidades nas licitações. Uma emenda apresentada ao projeto determina o sigilo no orçamento das obras.

“O Congresso Nacional está examinando o projeto. O projeto tem o sentido de modernizar e aperfeiçoar o processo. Vamos aprender com as experiências internacionais para garantir transparência”, afirmou Orlando Silva.


Na última quinta-feira, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que o governo não pretende que o sigilo nos orçamentos seja mantido para sempre. Segundo ele, isso só ocorrerá em determinadas etapas do processo para impedir que interesses individuais dos licitantes emperrem o andamento das obras.

“Não há, portanto, restrição à publicação desses dados. O que há é que, durante o processo de licitação, os concorrentes e as empresas interessadas não terão acesso ao orçamento. Nessa etapa, apenas os órgãos de fiscalização terão [acesso]”, acrescentou Orlando Silva, após reiterar que a MP ajudará a pôr fim à combinação de preços entre as empresas interessadas em impor valores às obras.

“Se [as empresas] descobrirem os valores que o governo tem para a obra, vão pedir algo próximo esse preço, o que não é justo. Agora, o preço não será mais em função da capacidade de pagar, mas terá como base o custo real da obra”, completou o ministro.

Texto da isenção fiscal para o Itaquerão é inconstitucional. Kassab está ciente do erro.

Erro do erro


Alguns juristas que consideram absurda a isenção fiscal de R$420 milhões que Gilberto Kassab pretende dar ao estádio de Itaquera torcem para a Câmara aprovar o texto exatamente como foi apresentado.

Eles não têm dúvida que o mesmo é inconstitucional e será derrubado no Supremo.


Ciente

Gilberto Kassab foi avisado disso.

Um grande jurista, amigo pessoal dele, considerado uma das maiores autoridades do assunto no Brasil, o avisou do problema.