quarta-feira, 1 de junho de 2011

Eu Não Sou A Mãe Dinah.

Hoje um amigo indagou-me se eu guardei minhas entrevistas e artigos nos quais disse que a preparação para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos seria um furdúncio. A razão da pergunta foi, claro, em tom de blague, para que eu possa dizer que tenho o dom de prever o futuro. O que eu falei e escrevi, pelo menos com relação ao torneio de futebol que o Brasil abrigará em 2.014, já é uma realidade.

Quando disseram que o mundial seria financiado totalmente com dinheiro privado e que o cronograma de obras seria rigorosamente cumprido, eu e vários outros duvidamos. Alguma vezes fomos chamados de antipatriotas. Não precisa de mais tempo para constatar que a historinha da Copa que nos contaram é um engodo.

O nosso dinheiro custeará a construção de estádios por todo o Brasil, que depois virarão “elefantes brancos”. As obras vão atrasar. Os orçamentos explodirão. Licitações (ou a falta delas) serão contestadas. As manchetes dos jornais estamparão os escândalos.

Por enquanto os Jogos Olímpicos estão fora dos holofotes. Os descalabros que permeiam o mundo do futebol são tantos, que falta espaço nas páginas esportivas para abordar tudo.

Mas que ninguém se engane de que a preparação para os Jogos Olímpicos de 2.016 proporcionará calafrios nos brasileiros.

Ainda dá para mudar esse cenário? Dá, sim, para minimizar os estragos. Como? Se a Presidenta Dilma der uns murros na mesa, dar um basta nessa cartolagem e controlar o ralo do dinheiro público. Senão, os prejuízos que esses dois convescotes, Copa e Olimpíada, causarão ao Brasil, serão altíssimos.

Meu amigo disse-me, ainda, que por prever o futuro eu sou tal qual a Mãe Dinah. Nada disso. Não tenho esse dom premonitório.

É que algumas coisas são tão óbvias!

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