quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Pegadinha do traveco.

PIOR É QUE A GENTE PERGUNTA MESMO.

1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:

- Você tá dormindo?

- Não, to treinando pra morrer!


2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:

- Ta com defeito?

- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.


3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva,perguntam:

- Vai sair nessa chuva?

- Não, vou sair na próxima.


4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:

- Acordou?

- Não... Sou sonâmbulo!


5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:

- Onde você está?

- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!


6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)

- Você tomou banho?

- Não, mergulhei no vaso sanitário!


7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)

- Vai subir?

- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.


8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:

- Flores?

- Não! São cenouras.


9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:

- Tem gente?

- Não! É o cocô que está falando!


10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)

- Em dinheiro? ?

- Não, me dá tudo em clipes!


VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;

3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e volta para buscá-lo;

4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;

5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,...;

6. Você não sabe o preço de um envelope comum;

7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho.....);

8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);

Você digita o '0' para telefonar de sua casa;

10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando já escureceu de novo;

11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;

11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;

12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;

13. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;

15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;

16. Provavelmente agora você vai clicar no botão ''Encaminhar''... É a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...

Elevador mágico. (Piada)

Um menino da roça, de 15 anos de idade, e seu pai entraram em um shopping, em Goiânia, pela primeira vez.

Eles ficaram impressionados com quase tudo o que viram, mas especialmente por duas brilhantes paredes de prata que poderiam abrir e fechar.

O menino perguntou: "O que é isto, pai?"

O pai (nunca tinha visto um elevador) respondeu: 'Filho, eu nunca vi nada parecido em minha vida, eu não sei o que é.

"Enquanto os dois estavam assistindo com perplexidade, uma senhora idosa, gorda, em uma cadeira de rodas chegou perto das portas e apertou um botão.

As portas se abriram e a senhora rolou entre elas, entrando naquele quarto pequeno.

As portas fecharam e o menino e seu pai observavam o pequeno número acima das portas acender sequencialmente.

Eles continuaram a assistir, até que chegou o último número ... e, depois os números começaram voltar na ordem inversa.

Finalmente, as portas se abriram novamente e uma linda loira, de mais ou menos 24 anos, saiu do quartinho.

O pai, sem tirar os olhos da moça, disse calmamente ao seu filho :

- "Vá buscar sua mãe..."

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O ranking da CBF.

O ranking da CBF está correto.

Deve mesmo atribuir aos campeões da Taça Brasil e do Robertão, ou Taça de Prata, os mesmos pontos dos campeões dos Campeonatos Brasileiros de 1971 para cá.

Aliás, a própria entidade faz a separação das competições nos anexos que estão em sua página, como você poderá comprovar abaixo ou indo à página da entidade.


É aquilo que sempre se disse aqui: os títulos antes de 1971 tinham o mesmo significado dos pós-1971, mas não eram Campeonatos Brasileiros.

Como Pedro I era o homem mais poderoso do Brasil Império, mas não era o presidente do Brasil.

Figura que passou a existir apenas depois da Proclamação da República.

Simples assim.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

The Muppet Show, Mahna Mahna and the Snowths.

Ser Chique Sempre – Glória Kalil.

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!

Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, Intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

Dossiê inédito revela abusos rumo à Copa do Mundo.


A Pública teve acesso a relatório feito por organizações populares das 12 cidades-sedes da Copa – e traz o documento para seus leitores em primeira mão. E ele diz que o povo e os seus direitos estão ficando de fora.


Por Andrea Dip, da Agência Pública

O clipe que propagandeia a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil, mostra uma mesa de reuniões de um escritório em Nova York. Um grito de gol ecoa de um lugar longinquo e um americano engravatado diz (em inglês): “Você ouviu isso?”.

O vídeo segue mostrando as nossas belezas naturais como as lindas praias do Rio de Janeiro e as cataratas de Foz de Iguaçu. O locutor termina: “O Brasil está te chamando. Celebre a vida aqui”.

Aqui no Brasil, porém, o clamor das ruas parece mais de protesto do que de comemoração. Apaixonados por futebol, os torcedores dizem ter sua cidadania ameaçada por acordos de gabinete e seus direitos roubados pelas exigências da FIFA e as obras faraônicas que rasgam as cidades.

É o que se lê no dossiê “Mega-eventos e violações de Direitos Humanos no Brasil”, preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, e lançado nesta segunda-feira (12) de forma simultânea pela Pública e em atos de Comitês Populares por todo o país.

No Rio de Janeiro, haverá uma concentração em frente à Prefeitura às 10h30; em Belo Horizonte haverá uma marcha que se concentrará na Praça 7 às 14h; em Curitiba, uma marcha sairá às 10h rumo à Prefeitura de São José dos Pinhais. Em Natal haverá uma audiência pública; em São Paulo e em Porto Alegre, o documento será entregue às devidas prefeituras, enquanto em Brasília o comitê regional irá buscar o governo federal.


Acompanhamento das obras

O lançamento do documento acontece pouco depois da Articulação lançar um site próprio (http://www.portalpopulardacopa.org) que deve acompanhar a situação dos torcedores na contagem para a Copa do Mundo.

Tanto o site quanto o relatório foram produzidos conjuntamente por comitês populares, que são agremiações de organizações sociais e pessoas que serão atingidas pelas obras em Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Além de denúncias de violações de direitos, o documento traz um quadro completo de acompanhamento das obras para a copa do mundo, incluindo custos previstos, valores licitados e como está o andamento até o momento.

A reforma do Maracanã, por exemplo, tinha um valor previsto em 600 milhões mas acabou sendo licitado a um valor de 859 milhões, metade pago pelo BNDES segundo o dossiê. Da mesma forma, os píeres do porto do Rio de Janeiro, cujo custo estimado era de 314 milhões, foram licitados a 610 milhões. O mesmo ocorre com dezenas de projetos apontados no levantamento.

Leia a parte 1 do dossiê


Leia a parte 2 do dossiê


Leia a parte 3 do dossiê


2092 despejados. E é só o começo

Para os movimentos populares, segundo estimativas conservadoras 170 mil pessoas têm hoje seu direito à moradia violado ou ameaçado pelos mega-eventos que estão por vir, em especial a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

O dossiê aponta que a realização da Copa do Mundo 2014 em doze cidades e das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro agrega novos elementos críticos à já grave questão habitacional nessas capitais: grandes projetos urbanos com impactos econômicos, fundiários, urbanísticos, ambientais e sociais. Por exemplo, devem se proliferar os condomínios de luxo e centros empresariais que não “comportam” pobreza em seus arredores, ou podem atropelar comunidades para poder se expandir.

Não há dados oficiais sobre os despejos; o documento faz uma estimativa a partir de relatos de quem mora nas cidades.

Até o início de dezembro, havia 21 casos de vilas e favelas nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo que foram desocupadas, segundo o relato de seus moradores, “com estratégias de guerra”. Até o momento 2092 pessoas teriam sido despejadas.

“(São) estratégias de guerra e perseguição, como a marcação de casas a tinta sem esclarecimentos, a invasão de domicílios sem mandados judiciais, a apropriação indevida e destruição de bens móveis, a terceirização da violência verbal contra os moradores, as ameaças à integridade física e aos direitos fundamentais das famílias, o corte dos serviços públicos ou a demolição e o abandono dos escombros de uma em cada três casas subseqüentes, para que toda e qualquer família tenha como vizinho o cenário de terror”, diz o documento.

Um dos casos mais emblemáticos é o do Parque Linear Várzeas do Tietê, na cidade de São Paulo. “Dividida em três etapas, a obra prevê a construção de uma avenida, ‘Via Parque’, para ‘valorizar a região’ [...] que fica às margens da rodovia Ayrton Senna, entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o futuro estádio do Corinthians, provável sede paulista na Copa do Mundo, em Itaquera. Mais de 4.000 famílias já foram removidas do local sem serem consultadas sobre a implantação do parque e sem saber para onde iriam. Outras 6.000 famílias aguardam sem saber seu destino. ‘Pegaram nós de surpresa. Com um projeto de tamanha proporção, a comunidade no mínimo tinha que ser consultada. [...] As famílias foram morar ali há mais de 40 anos, quando ainda não era Área de Proteção Ambiental’, diz o líder comunitário Oswaldo Ribeiro”.

Um dos locais mais ameaçados é Fortaleza, que segundo o documento terá mais de 15.000 famílias atingidas por empreendimentos relacionados à Copa do Mundo.

Leia a parte 1 do dossiê


Leia a parte 2 do dossiê


Leia a parte 3 do dossiê


Veja o quadro completo de obras para a Copa de 2014


Exploração dos trabalhadores gerou 10 greves pelo país

A FIFA determinou que as obras dos estádios deveriam estar prontas antes de 31 de dezembro de 2012, a tempo de sediar a Copa das Confederações em 2013.

Diversas vezes Jerome Valcke, secretário-geral da entidade, fez pronunciamentos em que alertava para o atraso das obras e cobrava do país um ritmo mais acelerado. Diante de tanta pressão, alguém tinha que pagar a conta.

Segundo o dossiê, foram os trabalhadores das obras: “Essa pressão parece favorecer também às próprias empreiteiras, uma vez que contribuiu para os atropelos legais, aportes adicionais de recursos públicos, irregularidades nos processos de licenciamento de obras e inconsistência e incompletude de alguns projetos licitados sem qualquer segurança econômica, ambiental e jurídica”, afirma o documento.

“Mais do que isso: serviu como pretexto para as violações de direitos dos trabalhadores nas obras dos estádios e dos projetos de infraestrutura. A conjugação entre a magnitude das obras e os cronogramas supostamente apertados para realizar os empreendimentos já tem resultado em más condições de trabalho e na superexploração dos operários, a despeito das cifras milionárias destinadas às obras”.

Em pouco tempo, mobilizações, paralisações e greves começaram a pipocar pelo país.

O dossiê contabiliza que até novembro de 2011, foram registradas pelo menos dez paralisações em seis dos 12 estádios que serão usados para a Copa: no Mineirão em Belo Horizonte, no Mané Garrincha em Brasília, no Arena Verdão em Cuiabá, Arena Castelão em Fortaleza, no Arena Pernambuco em Recife e até no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Entre as principais reivindicações das greves estavam desde aumento salarial e concessão de benefícios como plano de saúde, auxílio alimentação e garantia de transporte até melhoria nas condições de trabalho (em especial, os trabalhadores reclamam das condições de segurança, salubridade e alimentação), aumento do pagamento para horas extras e o fim do acúmulo de tarefas e jornadas de trabalho “desumanamente prolongadas”.

Leia a parte 1 do dossiê


Leia a parte 2 do dossiê


Leia a parte 3 do dossiê


Veja o quadro completo de obras para a Copa de 2014


O povo, excluído da festa

Enquanto os movimento sociais estão promovendo cada vez mais o debate sobre as obras da Copa, no geral a população não participa dos órgãos e da estrutura de organização de sua preparação. As portas são fechadas à participação popular, segundo o dossiê.

“Informações sobre os processos de preparação para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 não são apenas negadas à população em geral, mas mantidas secretas até mesmo para os órgãos de controle do próprio Estado, como o Ministério Público” diz o dossiê, e ainda: “Nesse contexto, vemos as populações atingidas fora das instâncias decisórias e mesmo sem ter acesso à informações básicas para a defesa de seus direitos. Enquanto isso, uma diversidade de organismos são instituídos em nível federal, estadual e municipal, tais como grupos gestores, comitês, câmaras temáticas e secretarias especiais da copa”.


Passada a Copa, fica o legado

Em uma carta anexa ao documento, os comitês populares se mostram preocupados com o legado dos mega-eventos.

Dizem que até agora não é evidente que as obras contribuam minimamente para a inclusão social e a ampliação de direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais: “Ao contrário, a falta de diálogo e transparência dos investimentos aponta para a repetição do que ocorreu no período dos Jogos Panamericanos de 2007, quando assistimos ao desperdício de recursos públicos (de acordo com o TCU, mais de R$ 3,4 bilhões foram gastos de forma indevida, mas ninguém foi punido) em obras superfaturadas que se transformaram em elefantes brancos”.


Rompendo a lei

Os movimentos sociais também alertam para medidas e normas que atravessam as leis do Brasil e procedimentos de exceção usados para simular a existência de estudos ambientais e processos de licenciamento ambiental, em regime “de urgência”. Confira o box abaixo:

Box 1.1 – Cidade de Exceção

“O totalitarismo moderno pode ser definido, nesse sentido, como a instauração, por meio do estado de exceção, de uma guerra civil legal que permite a eliminação física não dos adversários políticos, mas também de categorias inteiras de cidadãos que, por qualquer razão, pareçam não integráveis ao sistema político” (Giorgio Agambem; Estado de exceção. São Paulo, Boitempo, 2004, p. 13)

Conhecida como “Ato Olímpico”, a Lei n. 12.035, de 1/10/2009 é a primeira de uma longa lista de medidas legais e dispositivos normativos que instauram as bases de um ordenamento e institucionalidade que não podem ser compreendidos senão como uma infração ao estado de direito vigente.

Nesta lei, entre outras coisas, são asseguradas condições excepcionais e privilégios para a obtenção de vistos, exercício profissional de pessoal credenciado pelo COI e empresas que o patrocinam, cessão de patrimônio público imobiliário, proteção de marcas e símbolos relacionados aos Jogos Rio 2016, concessão de exclusividade para o uso (e venda) de espaços publicitários e prestação de serviços vários sem qualquer custo para o Comitê Organizador. Ademais, num capitalismo do qual o risco teria sido totalmente banido, a lei genericamente “destinação de recursos para cobrir eventuais défices operacionais do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016”.

Segue-se, a partir daí, a nível federal, estadual e municipal, uma interminável lista de leis, medidas provisórias, decretos, resoluções, portarias e atos administrativos de vários tipos que instauram o que vem sendo chamado de “cidade de exceção”. Todas as isenções fiscais e tributárias são oferecidas às entidades organizadoras, mas também a uma infinidade de “cidadãos mais iguais”, que não precisam pagar impostos sobre serviços, tributos territoriais urbanos, taxas alfandegárias.

Planos diretores e outros diplomas, muitos deles resultado de longos e ricos debates na sociedade, caducam em ritmo vertiginoso diante do apetite de empreiteiras, especuladores imobiliários, capitais do setor hoteleiro e turístico e, evidentemente, os patrocinadores dos mega-eventos. Assim, por exemplo, o projeto de Lei Geral da Copa – PL n.2330/2011, em apreciação pela Câmara dos Deputados – pretende, entre outros desmandos, responsabilizar a União por danos e prejuízos da FIFA e suspender a proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios para atender aos reclamos de uma entidade esportiva comprometida com grande empresa internacional do ramo de cerveja.

Ao mesmo tempo, enormes extensões de bem localizadas terras públicas são entregues, quase de mão beijada, a grandes empresas, quando a Lei Federal n. 11.124, de 16/06/2005, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, determina claramente a “utilização prioritária de terrenos de propriedade do Poder Público para a implantação de projetos habitacionais de interesse social”.

Em aberta violação à legislação federal, e às próprias constituições estaduais e leis orgânicas dos municípios, são aprovadas doações, concessões e operações urbanas que têm a ver com o interesse público ou prioridades sociais. No Rio de Janeiro, por exemplo, embora a lei determine a destinação prioritária de terras públicas para a habitação social, o Decreto Municipal n. 30.379, de 1/01/2009, estabelece que o Poder Executivo “envidará todos os esforços necessários no sentido de possibilitar a utilização de bens pertencentes à administração pública municipal, ainda que ocupados por terceiros, indispensáveis à realização dos Jogos Rio 2016”.

Assim, vê-se o poder publico mobilizado para “limpar” terras públicas de habitação popular e entregar estas áreas à especulação imobiliária, em nome, claro, da viabilização dos eventos, como acontece na Vila Autódromo, no Rio de Janeiro.

Em triste evocação do que foram os tempos cinzentos da ditadura militar, o poder pública criar um aparato de segurança especial (a nova Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, conforme o Decreto n. 7.536, de 1/08/2011). E para completar o cenário de exceção, uma nova tipificação penal e justiças especiais são previstos no projeto da chamada Lei Geral da Copa.

Também procedimentos de exceção são utilizados para simular a existência de estudos ambientais e processos de licenciamento ambiental, em regime “de urgência”.

Estamos diante da imposição da “forma legal daquilo que não pode ter forma legal” (Giorgio Agambem;
Estado de exceção. São Paulo, Boitempo, 2004, p. 12).

Para um país que há menos de 30 anos estava submetido à ditadura, a violação sistemática de nossa legalidade e aparato institucional e a implantação da cidade de exceção constituem legados inaceitáveis.

MINERIN e o NEGÃO no ONIBUS. (Piada)

Mineirim, miudinho, todo tímido embarca no ônibus de Divinópolis para BH.


Seu colega de poltrona, um negão de 1,90 m de altura, com cara de poucos amigos.

Negão no maior ronco e mineirim todo enjoado com as curvas da estrada.

A certa altura mineirim não aguenta e vomita todo o jantar no peito do negão.

Mineirim no maior desespero e negão ainda roncando.

Chegando em Betim, negão acorda, passa a mão no peito todo melecado.

Olha indignado e confuso pro mineirim, que imediatamente bate a mão no seu ombro e pergunta: - Cê miorô?

Governo de SP descarta arcar com arquibancada do Itaquerão.


O governo do Estado de SP não quer arcar com o ônus --financeiro e político-- de bancar as arquibancadas provisórias que garantirão ao Itaquerão a capacidade de público para abrir a Copa do Mundo.

A informação está na coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Depois de ter assumido esse compromisso, que garantiu a confirmação da abertura do Mundial na arena corintiana, o comitê paulista trabalha em um projeto para convencer patrocinadores, principalmente os da Fifa, a pagarem essa estrutura.

O primeiro passo é realizar um estudo para ver, exatamente, quanto custarão tais arquibancadas. Ainda não existe uma cifra oficial sobre o valor dessa conta.

A capacidade oficial do Itaquerão será de 48 mil lugares. Para receber a abertura do Mundial, será necessário colocar uma arquibancada provisória com cerca de 20 mil lugares.

Em novembro, os valores originalmente calculados para adequar o Itaquerão ficavam entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões. Depois, passou a trabalhar com números entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões.

Contribuiu para a diminuição do valor o fato de a Fifa e o COL não terem feito exigências quanto ao material a ser utilizado --não especificaram que precisa ser importado. A única proibição havia sido a de não se usar estruturas tubulares. O acordo está a somente alguns detalhes de ser fechado.

Corinthians e Inter-RS têm só 15 dias úteis para obter empréstimo federal para obras de estádios.

Termina no próximo dia 30 de dezembro o prazo para dar entrada com pedido de financiamento junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2014. Dois clubes que estão preparando estádios para o Mundial, Corinthians e Internacional-RS, ainda não entraram com o pedido.

A linha Pró-Copa Arenas, do banco estatal, empresta até R$ 400 milhões com juros reduzidos e condições facilitadas àqueles que estão erguendo as arenas. Nove dos 12 estádios contarão com o dinheiro. O governo do Distrito Federal resolveu abrir mão do financiamento, que incorre em se submeter ao controle dos órgãos federais de fiscalização do uso de dinheiro público.

Já o Corinthians, que está erguendo um estádio de R$ 820 milhões na zona Leste de São Paulo, e o Internacional-RS, que está reformando o seu Beira-Rio a um custo estimado de R$ 290 milhões, contam com este dinheiro para erguer suas arenas, mas veem o tempo para efetuar o negócio se esvair.

É que o BNDES exige uma série de garantias e condições para liberar o financiamento. O caso do Inter parece ser mais preocupante, visto que o clube ainda não firmou o contrato com a empreiteira que está à frente da reforma do Beira-Rio, a Andrade Gutierrez. Sem ele, é impossível obter o empréstimo, já que o banco estatal exige uma garantia de 130% do valor emprestado por parte do tomador, e o Inter não teria como oferecê-la.

Além disso, o empréstimo tem que ser feito através de um banco intermediário, que receberia a garantia do tomador final e assinaria o contrato com o BNDES. Assim, o Inter tem 15 dias para fechar o negócio com a Andrade Gutierrez, entrar em acordo com um banco intermediário, oferecer a garantia de 130% do valor emprestado e levar toda a documentação ao banco estatal de fomento.

No caso do Corinthians, o acordo com a empreiteira já está concluído. Trata-se da baiana Odebrecht. Segundo fontes internas da empresa, já existe um plano financeiro montado para viabilizar o financiamento. “O projeto financeiro já está pronto. A construtora lançará um fundo imobiliário para grande investidores. Além disso, oferecerá o direito a parte da receita da nova arena, incluindo o patrocínio comercial (uma empresa privada poderá batizar estádio)", afirma uma fonte próxima às negociações.

"Está sendo criada uma empresa específica para receber esse dinheiro do BNDES, juridicamente enquadrada como Sociedade de Propósito Específico (SPE). O dinheiro sairá em nome dessa sociedade e as garantias serão oferecidas pela Odebrecht”, revelou o negociador. No caso da operação privada entre Odebrecht e Corinthians, a barreira das garantias vem sendo a rocha mais dura no caminho dos engenheiros do novo Itaquerão.

Mas não é a única. O clube paulista ainda ainda não obteve uma certificação de sustentabilidade e responsabilidade ambiental da obra. A obtenção de um "selo verde" é obrigatória para se pleitear o empréstimo do BNDES, que estava previsto na arquitetura financeira do estádio apresentada pelo Corinthians à Fifa, quando a entidade que controla o futebol mundial ainda escolhia qual seria a cidade-sede que receberia o jogo inaugural da Copa.

Dos 11 estádios que planejam contar com a linha de financiamento do banco estatal, apenas o do time paulista ainda não contratou um serviço de certificação de sustentabilidade. Para Felipe Faria, gerente de relações institucionais do Green Building Council Brasil (GBC), grupo procurado pelas outras dez arenas para gerir o processo de certificação, a demora do Corinthians em dar início ao processo é preocupante.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Advogado do São Paulo critica de maneira contundente a organização da Copa do Mundo: ” Farsa patética”.

A declaração abaixo é de José Francisco Manssur, advogado, assessor da presidência do São Paulo e responsável pelas reformas do Morumbi.

Conversei com ele na terça-feira.

Ele foi contundente.

Veja:

“Pensando no São Paulo, sinto até um certo alívio pelo fato de o nosso Clube não mais participar dessa farsa patética em que se transformou a organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Ontem assistindo aquele evento constrangedor que foi a festa de encerramento do Campeonato Brasileiro, foi inevitável pensar que aquela mesma turma que preparou aquele festival de gafes, considera que tem condição moral e competência para organizar algo do tamanho de uma Copa do Mundo, onde serão gastos bilhões em dinheiro público e a imagem do Brasil vai ser transmitida para o Mundo inteiro.

Nesse processo de continuo desgaste de imagem, que se agrava a cada dia, fazem essa tentativa desesperada de trazer o Ronaldo como tábua de salvação para tentar recuperar a credibilidade que perderam faz tempo.

Entretanto, parece que o tiro, mais uma vez, sairá pela culatra e, como cidadão, só tenho razões para aumentar minha preocupação. A empresa que Ronaldo abriu quando parou de jogar futebol tem negócios, por exemplo, com o Corinthians. Ronaldo terá isenção para cobrar ações e fiscalizar o andamento das obras de construção do estádio? Se e quando o fizer, estará pensando na Copa do Mundo ou nos interesses da sua empresa?

Nada disso foi explicado e eles, autoritariamente como sempre, apostam que o inegável carisma do Ronaldo serve, por si só, para afastar a necessidade de responder a todas essas perguntas.

Fico cada vez mais certo de que esse pessoal que se apropriou da Copa do Mundo no Brasil, com o amém complacente dos governos, nós toma a todos por idiotas”